domingo, 10 de abril de 2011



A aposentadoria é sempre uma decisão difícil porque nos coloca diante de alguns dilemas: acomodarmo-nos a uma vida sem trabalho, sem riscos e sem graça, ou nos lançarmos a novos desafios, preparando-nos para viver coisas novas.
Preferí a segunda opção. Fiz isso porque estava cansada. Cansada de reuniões sem fim que não levavam a lugar nenhum, cansada de observar a fogueira das vaidades que crepita no centro da vida acadêmica, cansada de guerras e disputas intermináveis pelo poder, cansada de debates estéreis que se pretendiam cientíicos ou filosóficos; decepcionada com a injustiça, a deslealdade e a ingratidão de tantos... Não, decididamente era melhor virar essa página. Como diz Rubem Alves: "...mudei-me da casa dos eruditos e até mesmo batí a porta atrás de mim..." e    decidí viver um tempo de coisas novas.
Um tempo sem cobrança, sem horário, sem angústia e sem aquela tensão que faz subir todas as suas taxas, ter tarquicardia, suor frio, etc, etc. Um tempo pra viajar, pra recarregar as energias na Yoga, prá cuidar do corpo e da alma, curtir os netos, ler os livros não lidos (por prazer e não pelo dever do ofício do trabalho acadêmico). Tempo para escrever, sem compromissos ou regras.
Tempo prá ser feliz....

2 comentários:

  1. Tenho a sensação de que algumas pessoas estão conseguindo se salvar. Literalmente, encontraram uma lacuna no tempo e salvaram a própria pele e, por isso são mais saudáveis, são mais livres, vivem o que querem, fazem como querem e são felizes como são.
    É isso, Ilzinha! Adorei seu Blog e visitarei sempre. Eu a admiro por isso e sei que se conquistou a liberdade foi por mérito individual. Está evidente na sua conquista que um novo horizonte está aberto na sua vida e que é mantido sem qualquer esforço.
    Eu quero isso pra mim também!!!
    Parabéns.
    Beijos.

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  2. Entendo perfeitamente. Lembro que o clima em certo departamento ficou tão pesado que o corredor parecia uma bat-caverna de tão sombrio...

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